Racismo à brasileira
Relativo
à cidadanias mutiladas, é possível afirmar que no Brasil existe um “Racismo à Brasileira”. Diferente de países como os Estados Unidos, onde o racismo é dado
pela cor de pele e não pelo status coo, isso se evidencia não só por pouca
escolaridade dadas as pessoais de baixa renda, mas também pelo fenótipo estabelecido
e imortalizado com o preconceito no brasil.
Em primeiro lugar, você
já viu um seriado “Um maluco no pedaço”? Entre os Dez primeiros capítulos existe
um episodio que me marcou profundamente e me fez refletir os diferentes racismos
que enfrentamos tanto lá, nos EUA, quanto cá, Brasil. O episódio muito sarcasticamente
planejado e é até engraçado, trata da diferença entre o primo rico e o primo
pobre de uma família negra. O primo pobre acredita que o sistema jurídico do
seu país está fadado ao preconceito e a imoralidade, já o primo rico acredita
nas leis e no sistema. Quando são presos por estar dirigindo um carro a baixa
velocidade e de outra pessoa, fica evidente o “choque de cultura” que há entre
os dois.
No entanto, não
vou estragar a chance de vocês mesmo verem, por isso, vou parar de falar do
episodio por aqui, vão assistir para ver do que estou falando.
Assim temos, aqui no Brasil na minha própria família eu vejo o contraste entre essa
realidade, a do primo rico e a do primo pobre, tenho dois primos A e B. Um vem
das favelas do rio de janeiro, criado em morro e regado a funk carioca, por
ironia do destino teve que vim morar no interior do Pará junto com seus outros
irmãos e pais, por necessidade financeira, veio ele e sua família morar em
Marabá.
Ademais, lá em Marabá já vivia o outro primo, ambos os primos são negros, e com família negra. Mas esse segundo primo, tem um pai que por mérito próprio e com muito trabalho prosperou. E tem de tudo do bom que o dinheiro pode trazer. Bem estar, comodidade e até puxa sacos.
Então, aqui chegamos ao ponto que eu quero falar. Ambos são negros, mas
não gozam da mesma estabilidade financeira, pra um, e pedras e tijolos, para
outro, é gloria e gozo. Um "racismo à brasileira" que não é dado pela cor de pele
é sim pela seu contracheque no final do mês.
